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Professores da rede estadual aderem parcialmente à greve nacional em Porto Alegre

Professores da rede estadual aderem parcialmente a greve.

Professores da rede estadual aderem parcialmente à greve nacional em Porto Alegre

A adesão à greve de três dias convocada pela Confederação Nacional dos Educadores (CNTE) foi parcial nas escolas da rede estadual de ensino em Porto Alegre. Zero Hora percorreu, durante a manhã de terça-feira, nove das principais instituições da Capital e constatou que, em uma delas, as aulas estavam suspensas, três funcionavam parcialmente, e em outras quatro as atividades estavam normais. O nono colégio estava fechado por causa do temporal de janeiro.

A paralisação nacional se iniciou nesta terça-feira e deve seguir até a quinta. O movimento conta com o apoio do Cpers, que orientou as escolas a fechar as portas durante este período e convidou professores, pais, alunos e comunidade escolar a participarem de atividades coordenadas pelos núcleos de cada região. O sindicato só irá divulgar um balanço da mobilização no final da tarde.

Maior escola estadual do Rio Grande do Sul, com mais de 3 mil alunos, a Escola Técnica Estadual Parobé estava 100% com aula nesta manhã. Segundo a direção, nenhum professor faltou. Nem por isso não há mobilização. Conforme a professora de Espanhol Luciana Comunal, os educadores foram à escola vestidos de preto para manifestar insatisfação com as condições da categoria. 

— Fomos às ruas no ano passado, fizemos greve. Mas o sindicato não nos deu respaldo. Trabalhamos até janeiro e tivemos salários descontados. Quando fomos pedir ajuda ao Cpers, disseram que teríamos de entrar com ações individuais — afirma Luciana.

O Cpers diz que deu, sim, todo o respaldo à categoria, inclusive jurídico. Mais detalhes a presidência deve passar no final do dia.

No Instituto Estadual Flores da Cunha, parte dos professores não apareceu para dar aula. Mesmo assim, a escola organizou as turmas e atendeu a todos os estudantes.

— Certo eles (professores) estão (em fazer greve), mas quem paga depois somos nós — reclama uma aluna de 15 anos do 9º ano do Flores da Cunha.

Já no Colégio Estadual Julio de Castilhos, embora as portas estivessem abertas, nenhum professor apareceu para lecionar. A decisão foi tomada por eles em conjunto na segunda-feira.

O Instituto Rio Branco adotou uma outra medida: os educadores compareceram à escola, mas irão manter turnos reduzidos até quinta-feira. Apenas na sexta a escola não terá aula para que os professores participem da assembleia-geral. 

— Como teria que ir pra casa e logo voltar, resolvi esperar — disse Anelise Guedes, mãe de dois alunos do Rio Branco, sentada na escadaria.